INNAMA / PROJETO

Caminhos da conservação

Rio Grande do Sul

Região Sul do Brasil

3. Mapa de referência das expedições

Eixo 1 — Litoral e ecossistemas costeiros

1. Guardiões do Turvo — Derrubadas

Foco: fauna silvestre, conservação florestal e proteção de rios. O Salto do Yucumã pode ser o marco visual da expedição. Registrar resíduos, impactos de visitação e observações de fauna sem interferir no ambiente.

Referência: Parque Estadual do Turvo. A visitação deve seguir as regras oficiais.

2. Sentinelas dos Cânions - Cambará do Sul

Foco: campos de altitude, araucárias, nascentes e turismo responsável. Combinar deslocamentos por vias públicas com visitação regular aos mirantes e produção de conteúdo educativo.

3. Guardiões do Fortaleza - Cambará do Sul

Foco: conservação de paisagens, prevenção de incêndios e educação sobre campos naturais. Documentar sinais de erosão e impactos de visitantes em locais permitidos.

O acesso ao parque e às trilhas deve obedecer às regras vigentes do ICMBio.

4. Guardiões das Araucárias — São Francisco de Paula

Foco: floresta com araucárias, regeneração natural e valorização da biodiversidade. Registrar espécies com apoio técnico e divulgar práticas de conservação da Mata Atlântica.

5. Rios Vivos do Tainhas

Foco: proteção de rios, campos naturais e matas ciliares. Desenvolver observações sobre qualidade visual da água, resíduos e conservação das margens.

Referência: Parque Estadual do Tainhas; confirmar condições de acesso com a SEMA-RS.

6. Guardiões de Itapuã — Viamão

Foco: conservação de praias, morros, lagoas e vegetação nativa. Promover educação ambiental, registro fotográfico e conscientização de visitantes.

Referência: Parque Estadual de Itapuã, com visitação sujeita às regras da unidade.

7. Sentinelas do Delta — Porto Alegre e região metropolitana

Foco: banhados, ilhas, áreas úmidas e resíduos. Realizar observação a partir de locais públicos autorizados e ações de conscientização com comunidades ribeirinhas.

Referência: Área de Proteção Ambiental e Parque Estadual Delta do Jacuí.

8. Guardiões do Banhado Grande — Glorinha e Gravataí

Foco: áreas úmidas, aves, recursos hídricos e pressão da ocupação humana. Fazer registros de campo sem entrar em áreas alagadas ou propriedades sem autorização.

9. Sentinelas da Lagoa do Peixe — Mostardas

Foco: aves migratórias, dunas, banhados e restingas. Desenvolver um diário de observação da avifauna e uma campanha sobre a importância dos ecossistemas costeiros.

Referência: informações oficiais de visitação do ICMBio

10. Guardiões do Taim — região de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar

Foco: banhados, fauna, água e conservação de áreas úmidas. Realizar observação de fauna de pontos permitidos, sem acessar áreas restritas da estação ecológica.

11. Restingas Vivas — Torres a Tramandaí

Foco: vegetação costeira, lixo marinho, erosão e pressão turística. Organizar levantamentos visuais e mutirões de limpeza apenas com autorização e destinação correta dos resíduos.

12. Guardiões de Itapeva — Torres

Foco: dunas, restingas e Mata Atlântica costeira. Produzir material educativo sobre circulação responsável, proteção da vegetação e respeito à fauna.

A unidade tem regras próprias de visitação; não usar dunas ou praias como pista de veículos.

13. Guardiões do Espinilho — Barra do Quaraí

Foco: biodiversidade característica do Pampa, vegetação nativa e conservação de paisagens campestres. Documentar espécies e mudanças na paisagem em pontos autorizados.

14. Florestas Vivas do Podocarpus — Encruzilhada do Sul

Foco: conservação de remanescentes naturais, conectividade ecológica e prevenção de incêndios. Planejar com a gestão da unidade antes de qualquer atividade dentro da área protegida.

15. Guardiões do Camaquã — região de Camaquã e São Lourenço do Sul

Foco: campos do Pampa, recursos hídricos e pressões sobre ecossistemas naturais. Priorizar entrevistas comunitárias, observação da paisagem e divulgação de boas práticas.

16. Guardiões de Espigão Alto — Barracão

Foco: florestas nativas, fauna e fragmentação de habitats. Preparar registros de biodiversidade com distância adequada dos animais e sem coleta de material.

17. Corredores da Quarta Colônia — Agudo e Ibarama

Foco: fragmentos florestais, educação ambiental e ligação entre comunidades e natureza. Combinar visitas educativas autorizadas com conteúdo sobre conservação da Mata Atlântica.

Rios Vivos dos Sinos — Vale do Rio dos Sinos

Foco: matas ciliares, resíduos e conscientização sobre água. Selecionar trechos de acesso público com parceiros locais e registrar problemas ambientais para encaminhamento aos órgãos competentes.

19. Guardiões do Pampa — região de Alegrete e Quaraí

Foco: campos nativos, biodiversidade campestre, uso sustentável do solo e prevenção de incêndios. Trabalhar com produtores e comunidades para valorizar a conservação em propriedades rurais.

20. Nascentes e Florestas do Uruguai — norte do estado

Foco: matas ciliares, conservação de cursos d’água e educação ambiental. Buscar parcerias com escolas, comunidades e gestores de áreas naturais para atividades de campo e campanhas.

5. Como operar cada rota Para sua Pajero Full 3.5 V6 e para os comboios, recomendo a mesma ficha de expedição: - Duração: 1–2 dias, ajustada à distância real e ao tempo disponível para a missão ambiental. - Combustível: calcular a partir da quilometragem rodoviária confirmada, consumo real e margem de contingência. - Hospedagem: reservar antes da partida, especialmente nas serras e em regiões remotas. - Missão ambiental: definir uma atividade mensurável por saída, como registro de resíduos, ação educativa ou relatório de impactos. - Segurança: revisão mecânica, comunicação, primeiros socorros e plano de retorno. - Autorização: confirmar previamente com o gestor da unidade ou proprietário da área. Para a Pajero individual, a prioridade deve ser o reconhecimento de acessos e a documentação ambiental. Para comboios, a prioridade pode ser a educação ambiental, as parcerias e as ações comunitárias. 6. Fontes oficiais e próximos passos O portal oficial do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) reúne as unidades estaduais, seus atrativos e os procedimentos de visitação: - IMA — Portal oficial de visitação - Lista de unidades de conservação estaduais - IMA — Unidades de conservação - Secretaria de Turismo — Ecoturismo em Santa Catarina Minha recomendação: começar pelas rotas 1, 3 e 4, que permitem estruturar ações de conservação costeira e educação ambiental, e depois avançar para as rotas serranas. Antes de divulgar distâncias, mapas definitivos ou níveis de dificuldade 4x4, validar cada percurso em navegação rodoviária e junto aos gestores ambientais. As áreas protegidas estaduais são uma boa base para selecionar pontos de parada, atividades educativas e parcerias.
EXPEDIÃO: A visitação deve ser confirmada individualmente com os gestores.